Tem uma calcinha na sua gaveta que você insiste em usar porque “sempre foi o seu tamanho”. Ela entra, mas aperta. O cós dobra, o elástico marca e, no fim do dia, tudo o que você quer é chegar em casa e tirar aquela peça.
Mesmo assim, quando pensa em comprar um tamanho maior, vem aquela resistência: “Mas eu sempre usei M.”
Só que o seu corpo não assinou um contrato para permanecer igual para sempre.
Talvez o problema não seja o seu corpo
Nosso corpo muda. Às vezes ganhamos ou perdemos peso, começamos a treinar, passamos por alterações hormonais ou simplesmente percebemos que já não gostamos das mesmas modelagens.
O que vestia perfeitamente há alguns anos pode não funcionar hoje. Isso não significa que existe algo errado com você. Significa apenas que aquela peça foi escolhida para uma versão anterior do seu corpo.
Ainda assim, muitas mulheres continuam usando lingeries desconfortáveis para não precisar admitir que o número da etiqueta mudou.
Mas ninguém vê essa etiqueta. Você, por outro lado, sente o elástico apertando o dia inteiro.
Entrar não significa servir
Uma calcinha pode entrar no corpo e ainda assim estar pequena.
Se o cós enrola constantemente, as laterais apertam, a peça fica entrando em lugares indesejados ou deixa marcas profundas, vale experimentar outro tamanho ou outra modelagem.
O contrário também acontece: quando a calcinha sobra, sai do lugar ou exige ajustes durante o dia, talvez esteja grande ou tenha perdido a elasticidade.
A lingerie certa não precisa ser lembrada a cada movimento. Ela veste, permanece no lugar e deixa você seguir o dia.
Usar um tamanho maior não é se abandonar
Existe uma ideia estranha de que escolher um número maior significa desistir do próprio corpo. Na prática, é justamente o contrário.
Vestir uma peça que acomoda melhor a barriga, não corta a lateral e não fica enrolando pode melhorar até o caimento da roupa por cima. Muitas vezes, a lingerie marca menos quando está no tamanho correto do que quando é menor na tentativa de “segurar” o corpo.
O tamanho da etiqueta não deixa ninguém mais bonita. O caimento, sim.
Nem sempre é o tamanho. Pode ser a modelagem.
Você pode experimentar duas calcinhas do mesmo tamanho e ter sensações completamente diferentes.
Um modelo fio duplo pode funcionar melhor com roupas ajustadas. O cós alto oferece mais cobertura e segurança. Uma modeladora bem construída ajuda a acomodar o corpo sem transformar a respiração em um desafio. Já uma peça básica e macia pode ser exatamente o que você deseja para passar o dia.
Por isso, antes de concluir que determinada numeração não serve, observe também o corte, a altura do cós, a largura das laterais e o tecido.
Nem toda calcinha foi feita para toda necessidade — e ainda bem.
A numeração muda de uma marca para outra
Outro ponto importante: um M não é necessariamente igual em todas as lojas.
As medidas podem variar conforme a marca, o tecido e a modelagem. Por isso, principalmente nas compras pela internet, não vale escolher apenas pelo tamanho que você costuma usar.
Confira a tabela de medidas, observe as informações do produto e, se estiver entre dois tamanhos, pense no tipo de caimento que prefere. Para roupas íntimas, conforto e boa acomodação costumam ser mais importantes do que provar que ainda cabe em determinado número.
Faça uma revisão honesta na sua gaveta
Pegue as peças que você mais usa e observe como elas vestem hoje.
Quais permanecem no lugar?
Quais você evita porque apertam?
Quais estão largas ou com o elástico cansado?
Quais foram compradas para um corpo que já mudou?
Você não precisa renovar tudo de uma vez. Comece substituindo as peças que incomodam por modelos que façam sentido para a sua rotina atual.
Na Coleção Essencial La Chica, você encontra diferentes modelagens e tamanhos, incluindo opções plus size, para escolher pelo que veste bem — não apenas pelo número escrito na etiqueta.
Talvez você não precise mudar o seu corpo.
Talvez só precise parar de vestir o tamanho que ele tinha anos atrás.
